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Ver com as mãos

A arte e suas mais variadas linguagens são, neste projeto social, o meio para incentivar a expressão de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão no IPC, bem como o desenvolvimento de seus talentos, suas habilidades e uma série de aspectos pessoais e educacionais que favorecem a inclusão e o relacionamento deles com a sociedade. São atendidas mais de 50 pessoas, que têm idade escolar entre 5 e 32 anos. 

As atividades são desenvolvidas interna e externamente e ofertadas no contraturno escolar, no período da tarde, a quem está matriculado no IPC. Dentro do instituto, há um vasto leque de aulas que são viabilizadas, na sua maioria, por voluntários. O foco está no conhecimento das Artes Visuais, com ênfase no desenho, mas há também aulas violão, dobradura, yoga, coaching, que são ministradas por voluntários e até concertos didáticos mensais. Por se tratar de um projeto, existem sempre muitas novidades acontecendo. Os estudantes também fazem visitas a espaços culturais, como museus e teatros, ampliando as oportunidades de inclusão e contribuindo para que eles tenham referências culturais. Nessas atividades externas, eles são orientados e têm vivências diferentes, experimentam o mundo artístico e compartilham códigos de sociabilidade com pessoas videntes. 

Aliás, é pelas oficinas, cursos e capacitações do Ver com as Mãos que o IPC orienta profissionais interessados em criar ou melhorar as condições de seu trabalho ou do espaço cultural para bem atender a pessoas com deficiência visual. Um trabalho voltado para a mudança no olhar, na forma de pensar daqueles que integram o setor artístico-cultural.  

O Ver com as Mãos foi criado em 2012 no IPC. É resultado da observação e posterior estudo da coordenadora Diele Pedrozo Santo, professora de Arte na instituição desde 2006, que constatou a dificuldade no ensino de artes a pessoas com deficiência visual. Não havia adaptação de material e muitos professores argumentavam que, por se tratar de pessoas cegas, a imagem não faz parte do seu cotidiano. Então, Diele criou uma metodologia que utiliza a representação gráfica para que os estudantes possam se comunicar, criar e compreender a arte. A partir daí, vieram os parceiros, apoiadores e voluntários que viabilizaram as atividades e o crescimento do Ver com as Mãos, entre eles o projeto Criança Esperança/Unesco, Faculdades de Artes do Paraná, Casa Andrade Muricy, Projeto Amigo Bicho, Universidade Estadual do Paraná, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Projeto Dobrando Alegrias, Antiqua Machetaria e Instituto HSBC Solidariedade. 

Quem coordena: Diele Pedrozo Santo, mestre em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UDESC), na linha de pesquisa Ensino da Arte; e graduada em Educação Artística, com habilitação em Desenho (UFPR), Especialização em Educação Especial (IBPEX). É professora de Arte no IPC desde 2006 e responsável pelo Programa de Comunicação e Cultura do instituto, que visa proporcionar o acesso das pessoas com deficiência visual em diferentes espaços. Ministra cursos de capacitação para professores, equipes de ação educativa de museus e outros profissionais da área. 

a imagem mostra uma aula de teclado dentro da sala do projeto. A professora está em pé, à esquerda, tocando o teclado que está sobre a mesa branca. A partitura está em pé, colocada no meio do teclado. Atrás há um computador aberto. Há quatro pessoas à direita, do outro lado da mesa, sendo três sentados (um homem e duas mulheres) e uma mulher em pé. Todos estão cantando. Ao fundo da sala, do lado esquerdo, há violões pendurados na parede. Ao lado direito dele, um espaço tipo quadro negro para desenho, com desenhos em giz branco. Ao lado direito está um armário branco com diversos itens utilizados nas aulas e alguns porta-retratos coloridos. À direita há uma janela com cortinas brancas. a imagem mostra, à direita, um aluno tateando um rosto feito em gesso branco. O corte da imagem é no rosto do adolescente e nas mãos dele sobre a peça, que está sobre uma mesa branca. Ele tem os olhos fechados. a imagem mostra a coordenadora do projeto, Diele Pedrozo Santo, com três alunos e uma aluna, todos crianças, sentados no chão sobre um tapete cinza, alguns num puf azul e outro num puf amarelo. Ela abraça dois alunos que estão ao lado dela. Todos sorriem.



  

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