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Teatralizando

O Instituto Paranaense de Cegos por meio do projeto “Teatralizando” realiza, a partir de março de 2020, oito oficinas multilinguagens para pessoas com deficiência visual, na própria sede do IPC, em Curitiba - Paraná. Através dessas oficinas a pessoa com deficiência visual terá contato com a prática teatral, e suas ramificações, bem como os elementos inseridos nesta: maquiagem, figurino, improvisação e jogos, etc. "Teatralizando" reúne artistas de diversas áreas para desenvolverem ações práticas afim de incluir a pessoa com deficiência visual através da arte, e das experiências culturais. As oficinas ocorrerão sempre aos sábados, das 14 às 18 horas, no auditório do IPC. 

O Projeto busca incentivar a inclusão dos mesmos em vida social mais ampliada, levando em conta a de não desconstruir este movimento. Com a particular coesão do grupo, as questões de gênero acabam por não se apresentar de forma a contribuir com possíveis exclusões uma vez, que o próprio grupo busca por coesão independente das questões de gênero, já que são eles mesmos um grupo de minoria e com repertório social encurtado, no sentido inclusivo, ou seja, tem-se observado que o convívio destes jovens acontece na maior parte do tempo, entre o grupo de pessoas com deficiência visual. 

O Teatralizando será a continuidade do trabalho que já vem sendo realizado, com maior aprofundamento dos objetivos, ampliação do público atendido e novas metas a serem alcançadas, voltadas às questões da inclusão social e educacional dos alunos cegos ou com baixa visão. Além das atividades em sala e ambiente fechado, estão previstas no projeto: a saída dos alunos para visitar museus com acompanhantes que farão descrição dos objetos e da história; intercambiar com outros alunos de outras escolas de teatro da cidade; frequência nas peças do festival de teatro e bonecos que existe na cidade uma vez por ano; bem como em peças que estejam em cartaz de autores paranaenses. 

Tomarão contato com os escritores e autores brasileiros de teatro com incentivo à produção de peças, buscando a ampliação do campo de conhecimento e cultura destes alunos. A metodologia utilizada seguirá padrões especialmente desenvolvidos para o público com deficiência visual, através de auxílio dos educadores especialistas e alguns métodos desenvolvidos ao longo dos encontros dos módulos executados, levando-se em conta as particularidades do grupo. Há a previsão no projeto, encontros temáticos, uma vez por mês, que procure fomentar o debate e o pensamento crítico sobre questões como sexualidade, gênero, exclusão/inclusão e outros.

 Os temas serão trazidos por educadores e pelos integrantes do próprio grupo. Com a reestruturação do IPC, o que vem permeando o trabalho da direção e dos técnicos, é a quebra de paradigma quanto à forma como as pessoas com deficiência visual são compreendidas. O objetivo do presente projeto é trabalhar com a quebra deste paradigma, construindo nos grupos atendidos as noções de auto- estima, cidadania, auto- advocacia através das ferramentas e benefícios do teatro, referenciado pela metodologia do Teatro do Oprimido. 

Pretende-se, em longo prazo, que os esforços no sentido de fortalecer nas crianças e jovens com deficiência visual, cultura e conhecimento através das artes, contribua para equilibrar as condições de inclusão escolar e social e incentive estas pessoas à frequência escolar visando um futuro no mercado de trabalho, onde possam receber remuneração compatível com suas capacidades, habilidades e investimentos feitos em formação e A realização de uma Mostra de Processo aponta que não para uma caminhada que já chega a um determinado fim, mas sim para um processo de crescimento que está em andamento e que deve ser compartilhado, e deve contar com a participação mais ativa de seus espectadores/interlocutores. 

O objetivo do projeto, não visa à formação de profissional de atores, mas sim a utilização das técnicas de teatro, direcionadas para desenvolver competências nos jovens com deficiência visual, e corrigir algumas inadequações de comportamento que vão sendo construídas nas inter-relações. Temos observado algumas dificuldades de conteúdo histórico, que vão aos poucos, transformando o processo de inclusão em um campo mais complexo do que meramente estar inserido em uma sala de aula e em uma escola. 

Na maior parte das vezes, estes alunos, apresentam dificuldades no acompanhamento escolar, tendo em vista que os métodos utilizados na educação formal, são voltados às crianças e alunos sem deficiência. Não incomum, estarem estes alunos em sala de aula, porém, totalmente excluídos da relação ensino/aprendizagem. 

A falta de material adaptado tem sido uma questão a ser debatida e cobrada, porém, mais dificultador, são os métodos de ensino e a abordagem junto à escola e alunos, sobre como incluir estes jovens.

Mais informações: Professora Juliana Partyka pelo whatstApp (41) 99718-8160 ou pelo e mail jupartyka@icloud.com

 

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