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História

Fundado no dia 1º de fevereiro de 1939 por um grupo de cidadãos e cidadãs do município de Curitiba, o IPC (Instituto Paranaense de Cegos) é uma das instituições mais antigas do Estado do Paraná. Inicialmente, o nome adotado foi Instituto Benjamin Constant e posteriormente Instituto Paranaense de Instrução e Trabalho para Cegos, antes de assumir o nome atual. Na sua ata de fundação, encontra-se registrado o seguinte:

"Ao 1º dia de fevereiro do ano de mil novecentos e trinta e nove, nesta cidade de Curitiba, em uma das salas da casa, nº 1875, da Avenida República Argentina, realizou-se a sessão de instalação do "Instituto Paranaense de Instrução e Trabalho para Cegos". Declarada aberta a sessão, sob a presidência do senhor Salvador de Maio; vindo como secretário o senhor José Rocha Faria e, com a presença das pessoas que esta subscrevem, as quais ficam sendo consideradas sócias fundadoras; o senhor Salvador de Maio, após discorrer longamente sobre as altas finalidades do Instituto recém fundado, fez um apelo a todos os presentes no sentido de trabalharem sem esmorecimento para que dentro em breve estivesse o mesmo aparelhado e em condições a prestar proveitosa assistência aos seus associados cegos".

Naqueles tempos, quando nada de direitos e políticas públicas referentes a pessoas com deficiência existiam, o IPC exercia a função do próprio Estado. Oferecia educação na sua escola especial, prestava alguns atendimentos na área da saúde, com a ajuda de médicos e de outros profissionais e voluntários da área, oferecia assistência às pessoas cegas e com baixa visão mais necessitadas. O instituto ainda oferecia trabalho nas suas oficinas artesanais, pagava pensão aos cegos desvalidos e ainda enterrava os seus próprios mortos num cemitério local onde até hoje mantém doze gavetas.

Mais do que uma instituição de personalidade jurídica individual, o IPC representava (e de certa forma ainda representa) um modelo institucional surgido na França, em 1784, quando Valentin Hauy fundou o Instituto dos Jovens Cegos de Parins. Este mesmo modelo chegou ao Brasil em 1854, quando Dom Pedro II fundou o Imperial Instituto dos Meninos Cegos do Brasil, hoje, Instituto Benjamin Constant, na cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma, o IPC realizou uma imensurável contribuição sócio-educacional em Curitiba, trazendo à luz a discussão do atendimento a pessoas com deficiência visual e as primeiras ideias de inclusão.

O Novo IPC

Como resultado dessa história, nasceu no ano 2010 o "Novo IPC", um instituto forte, com ideias modernas, que acredita no potencial das pessoas com deficiência, não mede esforços para estimulá-los, para criar oportunidades de crescimento, desenvolvimento integral e inclusão social de pessoas cegas e com baixa visão. Desde então, acontecem mudanças conceituais, estruturais e organizacionais seguindo um projeto global estratégico de construção de uma nova organização social, antenada e comprometida com as exigências de uma sociedade inclusiva.

Missão: "Possibilitar o desenvolvimento integral e a inclusão social das pessoas com deficiência visual."

Visão: "Atuar como referência na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde as pessoas com deficiência visual possam viver de forma plena e livre de preconceito no exercício de sua cidadania."

Valores:

 - "Acreditar e Investir nas Potencialidades Humanas;

- Compromisso com a Causa;

- Cuidado com o Bem Estar;

 - Cooperação e Inovação;

 - Ética e Transparência".


O Novo IPC criou também objetivos estratégicos que guiam suas ações, atendimentos e projetos:

  • Melhorar e ampliar o atendimento, através de parcerias estratégicas;
  • Aprimorar administração e processos internos, através de uma gestão compartilhada;
  • Fortalecer a marca, envolvendo e conscientizando a comunidade;
  • Desenvolver serviços rentáveis e de alto impacto social.
     

O Novo IPC quer fazer com que as pessoas com deficiência visual sejam sujeitos de sua própria história e façam a diferença na sociedade, quer trabalhar junto com órgãos públicos no desenvolvimento de políticas
inclusivas e que favoreçam o debate de ideias, bem como ao lado de universidades e outras instituições que tenham interesse em estudar para gerar campos férteis a novos caminhos, para gerar conhecimento.

O NOVO IPC vê nas pessoas e empresas parceiras verdadeiros amigos, não apenas porque eles doam dinheiro ou produtos e, assim, ajudam a viabilizar o atendimento a milhares de pessoas com deficiência visual, mas
porque eles acreditam que podem fazer a diferença. E fazem. Dividem a responsabilidade. Compartilham o que têm de melhor. E transformam. São esses amigos que contribuem para que o IPC mantenha a Moradia
Acolhedora, que atualmente abriga 23 idosos, oriente mais de 150 pessoas cegas ou com baixa visão no CAEE e 14 crianças e jovens na Escola Osny Macedo Saldanha, além dos milhares de atendimentos, orientações,
processos e procedimentos realizados nos mais diferentes setores do instituto, sempre trabalhando para garantir os direitos e os deveres das pessoas com deficiência visual e promover condições de desenvolvimento
integral e inserção social, com foco numa vida autônoma e feliz.

Com base nessas ideias, o Novo IPC criou uma série de projetos, parcerias e atividades em frentes variadas de trabalho, como cultura, arte, esporte, saúde, lazer, educação, formação profissional, integração com a família e com a sociedade. Uma postura que envolveu toda a equipe profissional e o quadro de funcionários, que, engajados, reformularam e deram novo caminho ao quase centenário instituto.

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