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CAEE

O Centro de Atendimento Educacional Especializado - CAEE Professor Osny Macedo Saldanha foi fundado em 2016. Oferece um conjunto de atividades, serviços, programas e ações de habilitação e reabilitação para pessoas com deficiência visual, congênita ou adquirida, visando seu desenvolvimento integral e a vida autônoma. Os atendimentos são personalizados, podendo ser individuais ou em grupo, dependendo da necessidade de cada pessoa. São realizados por profissionais qualificados e experientes, comprometidos com o ensino de qualidade, a segurança e o bem-estar dos estudantes.

Acesse aqui o regulamento.

Conheça nosso Projeto Político Pedagógico.

 

Programa de Orientação e Mobilidade (OM)

a imagem mostra a área externa o IPC, com uma aluna criança à direita da foto aprendendo a se locomover utilizando a bengala, que é branca. Ela está próximo à parede, à direita, e tem ao seu lado esquerdo o jardim, com grama e árvores e outra plantas verdes. Ela olha para baixo e sorri levemente.

O programa de OM tem como princípios fundamentais promover a autonomia e a independência da pessoa com deficiência visual, proporcionando condições de locomover-se de um lugar para outro com independência, exercendo o seu direito de cidadão de ir e vir.

O programa de OM constitui-se num conjunto de ações educativas, aplicadas por professor especialista, que visa à aprendizagem da pessoa com deficiência visual, por meio do ensino de práticas educativas de locomoção dependente e independente, com e sem bengala. É também imprescindível para o trabalho de OM a consonância com a equipe multiprofissional do CAEE e a participação da família.

Proporcionando à pessoa com deficiência visual conhecimentos teóricos e domínio das técnicas de OM, visando à autonomia e independência nos aspectos da locomoção, da comunicação e relacionamento social, respeitando sua individualidade, condição, interesse, necessidade e desenvolvimento psicossocial.

Conteúdos Trabalhados:

- Desenvolvimento e utilização dos sentidos (tato, audição, olfato e paladar) 

- Aquisição e o desenvolvimento do sentido de orientação

- Técnicas de mobilidade dependente com guia vidente   

- Mobilidade independente em ambientes fechados

- Técnicas de mobilidade independente com o auxílio da bengala longa 

- Vivências especiais 

- Conceitos do meio ambiente e mobiliário urbano  

 

Práticas Educativas para uma Vida Independente (PEVI)  

O programa Práticas Educativas para uma Vida Independente tem como princípio favorecer a independência e autonomia das pessoas com deficiência visual. O  atendimento no Programa de PEVI é uma vivência, onde a pessoa com deficiência visual a realizar as atividades da vida diária em sua casa, no trabalho, na escola e demais ambientes. São atividades funcionais contextualizadas, em que se  planejam simulações de como cuidar da higiene pessoal, alimentação, boas maneiras, cuidar da casa e etc., ou seja, as atividades rotineiras do dia a dia, promovendo sua cidadania, independência e qualidade de vida.

Conteúdos Trabalhados:

- Higiene e cuidados com o corpo;

- Vestuário;

- Alimentação;

- Organização e limpeza;

- Cuidados com a saúde; 

- Habilidades sociais;

- Gestação;

- Puerpério e cuidados com o bebê.

 

Ensino do Sistema Braille 

a imagem dá corte nas mãos de uma aluna teclando na máquina de braille. A máquina é cinza e está sobre uma mesa de madeira na cor marrom escuro, em primeiro plano. Em segundo plano, atrás desta mesa, está outra mesa, na cor branca, com papéis e outros materiais de escola sobre ela.

O código Braille é uma combinação de seis pontos que formam 63 combinações que permitem à pessoa com deficiência visual escrever e ler qualquer palavra por meio da percepção tátil, a lateralidade a coordenação motora fina e a noção espacial. Para a escrita do Braille são utilizados a reglete, punção, máquina Braille e a linha Braille. Com esses materiais também é possível a escrita e a leitura dos códigos matemáticos, de física e química, informática e as notas musicais em todas as línguas.

A característica principal do Sistema Braille reside no fato de ser uma comunicação totalmente prática, eficiente e fácil, assegurando à pessoa com deficiência visual um completo e eficaz mecanismo no processo ensino aprendizagem da leitura e escrita.

 

Conteúdos Trabalhados:

- Contextualização histórica

- Aprimoramento da conscientização do sentido tátil/pré-braille

- Conhecimento dos recursos e materiais para a escrita do Sistema Braille (reglete, máquina Braille e linha Braille)

- Uso da reglete e punção

- Uso da máquina Braille

- Escrita e leitura do Sistema Braille 

 

Ensino das Técnicas do Cálculo no Soroban

O ensino das técnicas do cálculo do Soroban consiste numa das maneiras mais ágeis e produtivas de ensinar as operações matemáticas para a pessoa com deficiência visual. A aprendizagem no uso do Soroban requer do estudante e do professor: atenção, organização mental, reversibilidade de pensamento entre outros construtos. O acesso ao mundo da matemática e o domínio de suas operações e resoluções de problemas, principalmente de ordem corriqueira através do Soroban dá condições às pessoas com deficiência visual de interagir na sociedade de maneira autônoma e independente, não ficando à mercê de serem ludibriadas quando se tratar de negociações comerciais e financeiras.

Conteúdos Trabalhados:

- Apresentação do Soroban

- Apresentação dos valores

- Utilização do Soroban – Técnicas de manejo

- Operações matemáticas

- Números decimais

- Outras operações 

 

Apoio à Escolaridade

O apoio escolar, proporciona condições adequadas à estudante com deficiência visual, para que tenham um pouco mais de facilidade para frequentar o ensino regular, tanto na adaptação de materiais, quanto na orientação básica e específica das disciplinas curriculares e também no trato relacional com seus colegas de turma.

 

 

 

 

 

 

Trabalho Colaborativo (CAEE - Escola Regular)

O CAEE do IPC também assessora professores e outros profissionais da educação que atuam em escolas públicas no que tange a apropriação dos conteúdos curriculares dos estudantes com deficiência visual, contribuindo com o processo de inclusão e ensino-aprendizagem. Para isso, são realizadas visitas regulares envolvendo professores das diversas áreas do instituto e das instituições e ensino. Atualmente, o IPC atende 23 colégios estaduais; 01 CMEI; 01 escola municipal de Educação Especial; e 01 escola municipal anos iniciais.
 

Arte

a imagem mostra as mãos de uma aluna pintando de vermelho garrafas pet cortadas em formato de flores. Ela está sentada a uma mesa coberta com papelão marrom. Tem as mãos sujas de tinta. A mão direita está sobre a mesa, com o dedo indicador dentro de um pequeno pote de tinta. A mão esquerda segura um pincel sobre uma das pétalas. À frente da estudante há três flores já pintadas de vermelho.a imagem mostra as mãos de um aluno apertando um jogo de pinos coloridos e com tamanhos diferentes.a imagem mostra as mãos de uma aluna pintando de vermelho garrafas pet cortadas em formato de flores. Ela está sentada a uma mesa coberta com papelão marrom. Tem as mãos sujas de tinta. A mão direita está sobre a mesa, com o dedo indicador dentro de um pequeno pote de tinta. A mão esquerda segura um pincel sobre uma das pétalas. À frente da estudante há três flores já pintadas de vermelho.

A Arte tem a potência de fazer despertar nas pessoas com deficiência visual a capacidade de reflexão crítica e ampliação da leitura de mundo.

O contato das pessoas com deficiência visual com as diversas linguagens possibilita sua emancipação e independência, assim como a criação de meios de aproximação a locais reservados à Arte, como museus, cinemas, teatros e demais espaços culturais que contribuam para a democratização do acesso à Arte. Além disso, para as pessoas que perderam a visão, as questões da expressão e do desenvolvimento de uma identidade pessoal, social e cultural igualmente são contempladas por meio das práticas artísticas.

As oficinas de arte proporcionam o conhecimento de técnicas com materiais e linguagem artística diversa, que são transformados em verdadeiras obras de arte. Elas têm como objetivo principal aguçar a criatividade, a expressão artística e a habilidade dos estudantes, tornando-os capazes de produzir objetos úteis ao dia a dia e de apreciação. Este trabalho possibilita o desenvolvimento de coordenação motora, noção espacial, concentração, socialização, amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão, a imaginação, a socialização, o psicomotor do estudante e até torna-se uma terapia. O trabalho artesanal também ajuda o estudante a aceitar a si mesmo, resultando em melhor autoconfiança e autoestima. A arte é um dos canais para que o indivíduo desenvolva seu potencial.

Conteúdos Trabalhados:

- Visita a Museus e espaços históricos da cidade, trabalhando os aspectos culturais regionais;

- Oficinas para produções visuais e exposições artísticas de obras desenvolvidas dentro dos Centros de Atendimento Educacionais Especializados (CAEEs);

- Oficinas de escultura, pintura, desenho;

- Releituras de obras, visando a aproximação das pessoas com deficiência visual para com a diversidade artístico-cultural;

- Visitas a Teatros e encontros com companhias teatrais;

- Conhecimento sobre a História do Teatro e seus elementos, buscando a democratização das práticas teatrais;

- Oficinas de expressão corporal individuais e em grupos, realizadas a partir de - Jogos Teatrais, Improvisação e Jogos Dramáticos, experimentando o corpo e o jogo no espaço na elaboração de ações cênicas;

- Oficinas de mediação teatral e formação de plateia;

- Oficinas de expressão vocal, estimulando a potência da articulação e dicção das palavras;

- Rodas de Leituras Dramáticas;

- Oficinas de cenografia e figurino;

- Oficinas de automaquiagem e maquiagem artística;

- Oficinas corporais, com foco no ritmo e diferentes estilos musicais;

- Participação em manifestações artístico-culturais na dança e festas populares e apresentações culturais regionais;

- Participação em apresentações artístico-culturais;

- Distinguir tempo e ritmo musical;

- Exercícios vocais para canto-coral;

- Diferenciação e reconhecimento de estilos musicais;

- Orientação a produtores culturais e profissionais de espaços artístico culturais e de lazer a atender adequadamente o público com deficiência visual.
 

Educação Física

a imagem mostra professor e aluno na quadra de esportes, em pé, frente a frente. O professor olha e fala com o aluno, que está com a bola, na cor branca, entre os pés, fazendo movimento de futebol. O aluno está de costas para a foto e o professor, de frente. A quadra tem chão na cor azul.a imagem mostra professor e aluno na quadra de esportes, em pé, frente a frente. O professor olha e fala com o aluno, que está com a bola, na cor branca, entre os pés, fazendo movimento de futebol. O aluno está de costas para a foto e o professor, de frente. A quadra tem chão na cor azul.

As atividades de Educação Física possibilitam a melhora da condição cardiovascular dos praticantes, aprimoram a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, proporcionam a oportunidade de sociabilização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-los mais independentes no seu dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência visual, sendo testemunhas de suas inúmeras potencialidades.

No aspecto psicológico, as atividades de Educação Física melhoram a autoconfiança e a autoestima, tornando as pessoas com deficiência visual mais independentes e seguras para alcançarem seus objetivos. As atividades físicas e esportivas no IPC são oferecidas a crianças, jovens, adultos e idosos visando o desenvolvimento global dos estudantes, tendo como base o incentivo à autonomia e melhoria da qualidade de vida e de saúde. Os profissionais que trabalham com a Educação Física são especializados em educação especial.

Conteúdos Trabalhados:

- Coordenação motora ampla e fina; 

- Psicomotricidade; 

- Amplitude corporal;

- Deslocamento;

- Fortalecimento muscular e ósseo;

- Correção postural;

- Consciência corporal;

- Lateralidade;

- Equilíbrio;

- Destreza;

- Postura corporal;

- Marcha;

- Noção espacial;

- Orientação espacial;

- Orientação temporal;

- Esquema corporal;

- Expressão corporal;

- Dinâmica manual;

- Musculação para produção da força;

- Resistência;

- Potência;

- Atividades rítmicas;

- Ginástica laboral/aeróbica;

- Circuitos funcionais;

- Relaxamento;

- Alongamentos;

- Caminhadas;

- Danças;

- Recreação;

- Jogos de oposição;

- Jogos sensoriais;

- Miniatletismo;

- Atividades de lazer;

- Iniciação de práticas desportivas.

 

Uso de Tecnologias Assistivas e Usabilidade e Funcionalidade da Informática Acessível

a imagem mostra um aluno criança de costas, sentado de frente para um computador, que tem texto sendo mostrado na tela.

As pessoas com deficiência visual precisam ser ensinadas a utilizar as Tecnologias Assistivas (TA) de forma autônoma e em algum lugar onde esses conhecimentos são organizados e disponibilizados. Os conteúdos da TA e Informática Acessível são indispensáveis na formação social, educacional e profissional destas pessoas. 

A TA se define dessa forma por sua finalidade, que é a promoção da autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social das pessoas com deficiência.

No mercado há uma variedade de produtos, softwares, sistemas operacionais, aplicativos, sintetizadores de voz, leitores e ampliadores de tela e sites acessíveis para a pessoa com deficiência visual, como as impressoras Braille computadorizadas, os scanners, o Sistema Operacional Dosvox, o NVDA (Non Visual Desktop Access), o JAWS (Job Access With Speech), o ORCA (para Linux), as Lupas eletrônicas, os livros e obras digitais e os recursos de acessibilidade dos sistemas operacionais como Windows, Android e IOS

 

Conteúdos Trabalhados:

- Digitação

- Acessibilidade no sistema operacional do computador

- Dosvox

- Leitor de tela NVDA

- Mecdaisy

- Sistema operacional Android/ IOS (Smartphones e tablets) 

- Linha Braille

 

Estimulação Visual

a imagem mostra uma senhora sentada a uma mesa branca, fazendo colagem sobre um papel branco com texto. Ela está utilizando as duas mãos na atividade, está olhando para baixo, concentrada.

A Estimulação Visual é uma ação pedagógica que visa promover o desenvolvimento funcional da visão da pessoa com baixa visão, por meio de um processo sequencial, sistemático e gradativo.

Aprender a usar a visão requer esforço, disciplina e continuidade pelas pessoas com baixa visão e fatores como natureza e extensão da deficiência visual, a idade da pessoa, a preservação das funções cognitivas relacionadas à capacidade de entendimento e as oportunidades para aprender a usar a visão funcional são importantes, pois interferem na eficiência do programa de estimulação visual.

O desenvolvimento visual é evolutivo, uma etapa precede a outra e obedece a seguinte ordem de acordo com as pesquisas feitas por Barraga (1986):

  1. Sensação: atenção, fixação, movimento. Depende do ângulo da visão, do campo visual, distância e luz;
  2. Percepção de formas: objetos concretos tangíveis, bi e tridimensionais. Focalização de curvas, linhas, cantos, pontos e contornos. Depende das formas, cores e intensidade (claro/escuro);
  3. Representação de formas: representação de objetos em diferentes posições e relações espaciais. Diminuição de tamanho e formas, figuras planas e desenhadas, detalhes de objetos e em figuras;
  4. Representação de figuras e cenas: descrição e reconhecimento de ações e situações (perto/ longe);
  5. Análise e síntese visual: capacidade de analisar, juntar e separar;
  6. Simbologia abstrata: discriminação, reconhecimento, associação e interpretação de letras, palavras e frases.

Conteúdos Trabalhados:

- Primeira função: funções ópticas

- Segunda função: funções ópticas e perceptivas

- Terceira função: funções ópticas perceptivas e visomotoras 

Educação precoce

a imagem em ângulo de cima para baixo mostra uma aluna criança, à esquerda, sentada a uma mesa bege ao lado da professora, à direita, ambas de costas para a foto. A estudante tem o braço esquerdo apoiado até o cotovelo na mesa, sobre o papel em que realiza a atividade. A mão direita dela segura um lápis de cor. A professora aponta para o desenho no papel utilizando a mão direita.

O programa é destinado às crianças de 0 a 5 anos (faixa etária da Educação Infantil), podendo ser estendido a crianças mais velhas, quando a avaliação revelar necessidade em função de atrasos significativos no desenvolvimento.

Tanto nos primórdios como nos dias de hoje, nos primeiros anos de suas vidas, as crianças aprendem imitando, copiando, repetindo os gestos, as atitudes e as palavras das pessoas mais experientes, palavras que são as mediadoras no processo de apropriação dos fenômenos sociais e naturais do mundo externo e que vão sendo internalizadas como funções cerebrais funcionais complexas na consciência dos recém-nascidos, bem como no decurso das suas vidas. 

Por isso, o conhecimento de objetos, espaços e conceitos será realizado por meio da palavra usada adequadamente por um mediador que faz isso de modo intencional. A apresentação de objetos acontece por meio da interlocução entre a fala e os sentidos  da visão (mesmo que baixa), do  tato, olfato, audição e paladar. Não há aprendizado espontâneo, é sempre necessário haver um objetivo de construção de significado a partir dos signos verbais e não verbais do cotidiano.

Dessa forma, a criança com deficiência visual necessita de um ambiente favorável à aprendizagem voltada para a exploração tátil, auditiva, olfativa, cinestésica e de verbalização desde os primeiros dias de vida. A ênfase é oferecer à criança um programa educacional contínuo, fornecendo-lhe permanente descoberta de si e seu ambiente, tornando-a agente ativo do processo educacional.

O atendimento é realizado num ambiente tranquilo e extremamente agradável, pensando no bem-estar, conforto e na segurança da criança. São utilizadas técnicas lúdicas, com jogos e brinquedos, e desenvolvidas estratégias nas áreas da linguagem, cognição, motora, tátil, visual, auditiva, autocuidados e socialização, além de habilidades e autoconfiança, sempre adaptadas às necessidades de cada criança e no tempo de cada uma, favorecendo seu desenvolvimento global e saudável.

 

Conteúdos Trabalhados:

  • Desenvolvimento cognitivo

- Linguagem

- Audição

- Raciocínio lógico

- Paladar

- Olfato

  • Desenvolvimento motor

- Esquema corporal

- Percepção espaço-temporal

- Domínio corporal e do movimento

  • Desenvolvimento tátil
  • Ensino do uso e Funcionalidade de Recursos Ópticos e não Ópticos

Na perspectiva educacional o uso funcional da visão é o que define a baixa visão, ou seja, o que vale é o critério da funcionalidade. É muito mais importante, em um trabalho educativo, entender como a pessoa enxerga e não apenas o quanto ela enxerga.

Cabe atentar para o fato de que cada pessoa com baixa visão tem seu jeito, especificidades, comportamentos e necessidades visuais próprias. Por isso, há algumas com baixa visão que fazem uso de diferentes recursos como: óculos com lentes especiais, lupas, ampliação de letras, reforço no contorno de desenhos, uso de guias de leitura, sistemas telescópicos, entre outros.

Os recursos, ocasionam a melhoria no desempenho visual da pessoa com baixa visão em suas atividades sociais, escolares, cotidianas ou laborais. Assim, o objetivo maior no uso de qualquer recurso é sempre a melhoria da eficiência visual.

Toda vez que um recurso passa a fazer parte da vida da pessoa com baixa visão é fundamental considerar a finalidade, funcionalidade e trabalhar as expectativas com relação a ele. Vale lembrar que, em muitos casos, as pessoas têm dificuldade em aceitar a deficiência visual e a nova organização de vida que se faz presente, assim a resistência ao uso do recurso pode acontecer e esta pode ser minimizada com esclarecimentos e um bom encaminhamento no processo de aprendizagem.

Os recursos são separados em três tipos: ópticos, não ópticos e eletrônicos.

Conteúdos Trabalhados:


- Recursos ópticos


Para perto:

Óculos: especiais com lentes de aumento que servem para melhorar a visão de perto (óculos bifocais, lentes esferoprismáticas); lentes monofocais esféricas;

Sistemas telemicroscópios;

Lupas manuais;

Lupas de mesa;

Lupas de apoio.

Para longe:

Telescópios ou telelupas.

- Recursos não-ópticos

Ampliação:

De letras impressas em tintas, de teclados de telefone, relógios, jogos e outros;

Aumento do espaçamento entre linhas (ao menos 30% da altura da letra empregada para facilitar a localização do início do texto na linha);

Uso de letras minúsculas e maiúsculas ao invés de somente maiúscula ou minúscula;

Uso de fontes simples (fontes muito elaboradas – com muitos detalhes – dificultam a leitura);

Margens estreitas para maior aproveitamento da largura da folha e evitar papel brilhante.

Posicionamento e postura na leitura e escrita:

Posicionamento (lugar) em sala de aula;

Plano inclinado;

Guias para escritas;

Posicionamento de cabeça.

Para controle da iluminação

Uso de iluminação direta;

Uso de iluminação indireta;

Redução de brilho das superfícies;

Fonte de luz - Lâmpadas incandescentes, que são amarelas, mais direcionais e permitem maior contraste; Lâmpadas fluorescentes que possibilitam menor contraste e, por emitirem mais luz azul que as lâmpadas incandescentes, são mais ofuscantes; Lâmpadas de halogênio, que fornecem iluminação intensa e direcional.

Diminuição da luz refletida – Tiposcópio; placa de acetato amarelo disposto sobre o texto; armações de óculos com proteções laterais; uso de viseiras, bonés e chapéus; fendas estenopeicas e óculos com múltiplos orifícios.

Cor e Contraste

Alto contraste em objetos, imagens;
Canetas porosas e lápis macio para o aumento do contraste;
Uso de negrito;
Contraste entre papel e impresso; • Folhas com pauta ampliada e reforçada;
Reforço do contorno.

Distância

Aproximação visual.

Recursos eletrônicos

Os sistemas de videoampliação: Lupas eletrônicas, modelo de mesa (desktop), sistema manual de apoio (stand), sistema de suporte para cabeça; lupas de apoio para ampliação com iluminação a led que podem ser conectadas a monitores de televisão e telescópio digital.

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